Todas
as tarefas que se executam, quer no mundo terra quer no espaço superior, estão
atidas à esfera de ação correspondente ao alcance construtivo de cada espírito,
e enquadram-se exatamente no que foi traçado no mundo de origem deste.
A
programação de nossa vida em linhas mestras de acontecimentos que poderão vir
de encontro à nossa rota, obedecem a sistemática do aprender, do fazer e também
do sofrer.
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Para
aprender desenvolve os a arte de querer fazer algo, pois isto nos obriga
inapelavelmente a buscarmos conteúdo elucidativo acerca do que nos propomos a
realizar a fim de corrermos o menor risco de falharmos.
Invariavelmente,
quando bem cumprida a missão, faremos a execução de tarefas, inerentes ao nosso
preparo efetuado em nosso mundo de estágio, na nossa esfera de ação, que
servirá a um determinado grupo de pessoas, ou comunidades que, com a
necessidade que sanamos com o desempenho de nossa função, passam a ter em seu
meio quem lhes forneça pronta a tarefa cuja especialidade dominamos.
Somos
aproveitados em nossas experiências e aptidões por espíritos de hierarquias
mais evoluídas, para desenvolver, aqui na terra, tarefas cujos labores foram
detectados aqui como deficitários, pelos planos superiores, que por sua maior
evolução tem uma visão futura muito mais profunda do que nós, muito embora seja
em plano astral que analisamos e acordamos com a missão a nos ser confiada.
Com o
progresso, embora lento da terra, e o aparecimento das ciências e tecnologias,
houve a possibilidade de reencarnar aqui, espíritos que utilizavam o pouco já
existente para alavancarem maior progresso para todos, permitindo que outros de
menor evolução aqui viessem cumprir os seus deveres também, porque já não
necessitavam das dificuldades porque passaram os primeiros reencarnantes.
Já o
sofrer reveste-se de um caráter recuperativo individual, onde só poderemos ter
gravado no nosso espírito a certeza de não mais cometermos erros graves contra
o nosso semelhante, a partir de sofrermos abnegadamente com juros o que infringimos
a outrem.
Mas
mesmo neste sofrer, que é estritamente pessoal, interfere, participa, assim
como no aprender e no fazer, outros espíritos. Podemos dizer que há fluxo de
realizações, aprendizado e sofrimento do nosso ser para com todos os demais seres
com quem interagimos no desenrolar de nossas atribuições, incluindo também
neste relacionamento os espíritos de superiores categorias. Também há um
refluxo de todos estes, envolvidos conosco na realização da nossa missão, de
atos e vibrações em direção à nossa pessoa.
Trabalhamos
por nós e para os outros, estudamos por nós para servir também aos outros, e
sofremos para que a partir disto seja possível nossa re-educação, e possamos
cumprir com cada vez maior fidedignidade nossos deveres ante todos, sejam estes
de maior ou menor evolução.
O
sofrimento torna-se ameno à medida que o espírito esforçadamente penetra em
hierarquias de maior grau evolutivo. Já o saber e o fazer tem, neste avanço
inexorável, multiplicado em muito a sua capacidade, pois a força espiritual de
que somos dotados começa a revelar-se à medida que refulge com maior
intensidade o idealismo, a inteligência e o bem-querer por todas as criaturas
vivas deste universo. Isto é algo lógico, porque um espírito que ainda tem
certas imperfeições, não pode ter grandes conhecimentos e poderes pois deles
poderiam ainda fazer mal uso. Mesmo no espaço superior a Inteligência Universal
só nos delegará parte de seu poder paulatinamente, para aprendermos mais e fazermos
mais, a medida que nos afastarmos de uma visão egoística e imediatista da vida.
Então
através do fazer e do aprender na nossa esfera de ação, exercitamos todas as
nossas faculdades, com ênfase no querer ; querer vencer os obstáculos,
traduzidos muitas vezes em sofrimentos. E com atividade racional e quase
ininterrupta, concretizamos o que nos é afeito pelo direito de estarmos em
determinado lugar, desemcumbindo-nos de uma tarefa, muitas vezes difícil, mas a
que fizemos jus pelo nosso progresso e confiança depositados em nós pela
plêiade Superior.
Como
somos força agindo dentro (sob a orientação) de outras mais evoluídas, e
englobando (coordenando) outras menos evoluídas, prestaremos indefinidamente,
serviço a hierarquias superiores, que é o poder fragmentado nas diversas
esferas de ação, cada vez menos abrangente na direção da primeira faixa
hierárquica, do supremo poder e conhecimento da Inteligência Universal.
Procuraremos traduzir sempre, em nossa esfera de ação, a vontade de seres
superiores, que conjuntamente conosco, traçarão rumos de atividades que vissem
sempre o progresso de todos, dando vazão a necessidade suprema da vida que é a
evolução.
“O
Racionalismo Cristão caminha a passos largos, levando aos que o ouvem a
mensagem que Jesus deixou na Terra. Mensagem de amor fraternal, de paz e
harmonia, que os que a ouviram não foram capazes de entender. Por isso o
pregaram numa cruz. E por isso o desfiguraram, transformando-o em um deus
caricato e milagreiro, que várias seitas apresentam como patrono!
Para
restabelecer a Verdade e prosseguir a sua obra, interrompida pela violência e a
intolerância dos homens, foi implantado na Terra, pelas Forças Superiores, o
Racionalismo Cristão. Para isso reencarnaram dois valorosos espíritos, Luiz de
Mattos e Luiz Thomaz, e estes, vencendo grandes dificuldades, tiveram a
felicidade de dar cumprimento à sua espinhosa missão.
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Como
resultado do trabalho desses dois grandes espíritos e das Forças Superiores que
apoiavam do espaço superior o movimento espiritualista a que ambos se
entregavam, aí estão as Casas Racionalistas Cristãs com suas portas abertas
para receber criaturas com sede de esclarecimento e de Luz!” Sílvia Flores — Livro Para Quando os Reveses Chegarem – Capítulo 7 – Item 1
APRENDIZADO NAS ESFERAS DE
AÇÃO
Por Carlos Alberto Aires Yates
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